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Tribunal do Júri condena réu a 50 anos de prisão por matar ex-companheira na frente da filha

O crime ocorreu em (19/04) de 2025, na Avenida Aureliano Fernandes de Araújo Neto, nas proximidades do condomínio residencial onde a vítima residia.

O Tribunal do Júri da Comarca de Piracicaba, no interior de São Paulo, condenou W.S.S., de 27 anos, a 50 anos e 7 meses de reclusão em regime fechado pelo feminicídio de sua ex-companheira, de 20 anos. O julgamento foi realizado na quarta-feira (07/10). O réu, que se encontrava preso preventivamente desde a data do crime, teve a prisão mantida e não poderá recorrer da sentença em liberdade. 

O crime ocorreu em (19/04) de 2025, na Avenida Aureliano Fernandes de Araújo Neto, nas proximidades do condomínio residencial onde a vítima residia. A jovem caminhava acompanhada da filha do casal, de 2 anos, quando foi abordada pelo homem, contra quem mantinha medida protetiva de urgência deferida pela Justiça. Após a negativa da mãe em entregar a criança, o investigado desferiu múltiplos golpes de faca contra a ex-companheira. A vítima foi socorrida por moradores e internada no Hospital dos Fornecedores de Cana (HFC), mas faleceu em (24/04) de 2025.

A acusação sustentou que o feminicídio ocorreu no contexto de violência doméstica e familiar, com o acolhimento integral das qualificadoras e agravantes apresentadas pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP): cometimento na presença da filha menor, descumprimento de medida protetiva, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e motivo torpe relacionado à não aceitação do fim do relacionamento. O homem foi localizado e preso no dia do ataque por equipes do 10º Batalhão de Ações Especiais da Polícia Militar (BAEP). As informações são do G1.