
A Pogust Goodhead, banca britânica que representa municípios e vítimas do desastre de Mariana (MG), reafirma que a ação movida na Justiça inglesa contra a BHP e a Vale não viola a soberania brasileira. O CEO da firma, Tom Goodhead, argumenta que a iniciativa busca responsabilizar empresas estrangeiras com base na legislação ambiental brasileira.
A BHP sustenta que não pode ser responsabilizada pelas ações da Samarco e que já firmou um acordo com as vítimas no Brasil, com respaldo das autoridades nacionais. O acerto prevê compensações que podem alcançar R$ 170 bilhões, com 26 dos 49 municípios elegíveis aderindo aos termos.
A defesa das vítimas acredita que a ação internacional contribuiu para acelerar as negociações no Brasil, embora avalie que o acordo firmado não contemplou de maneira adequada os municípios afetados.
O processo na Justiça inglesa, iniciado em outubro do ano passado, já se encontra na fase de considerações finais. O julgamento deve ser concluído até o fim do ano, e a expectativa é de que a decisão reconheça a responsabilidade da BHP, empresa que obteve lucros expressivos com a Samarco ao longo de décadas e esteve diretamente ligada ao desastre ambiental ocorrido no Brasil.