Ao longo de seus 40 anos de atuação, o Instituto Amostragem percorreu praticamente todos os municípios do Piauí, acompanhando de perto não apenas os processos eleitorais, mas também as profundas transformações estruturais e sociais do estado. Segundo o fundador Batista Teles, a trajetória do Instituto se confunde com o próprio crescimento do Piauí, marcado pela urbanização de cidades, melhoria das estradas, ampliação da comunicação e maior acesso à informação, tanto na capital quanto no interior.
Batista destaca que, nos primeiros anos, o trabalho de campo enfrentava grandes dificuldades logísticas, especialmente em razão das condições precárias de acesso a muitos municípios. Hoje, a realidade é diferente. As estradas estão mais acessíveis, os municípios mais urbanizados e a comunicação permite interação em tempo real entre pesquisadores em campo e a central do Instituto, inclusive em áreas rurais. “A receptividade das pessoas mudou muito. O grau de informação do entrevistado hoje é outro”, observa.
Batista ressalta que muitos dos profissionais que hoje atuam em diferentes áreas da sociedade — como advogados, médicos, empresários e gestores — já passaram pelo Instituto como pesquisadores ou supervisores, ajudando a difundir, pelo boca a boca, a reputação construída ao longo do tempo. Para ele, essa é uma das maiores conquistas da instituição.
Ao deixar sua mensagem final, o fundador agradeceu a oportunidade de revisitar a história do Instituto e destacou que, mesmo após quatro décadas de atuação, segue motivado a inovar. Aos 72 anos, Batista Teles afirma que o Instituto continua investindo em novas tecnologias, como automação de pesquisas, análise de dados em tempo real e uso responsável da inteligência artificial. “Quarenta anos não encerram um ciclo. Eles reforçam o compromisso com a seriedade, a inovação e o futuro das pesquisas no Piauí”, conclui.





