
Mesmo afastados de suas funções no Superior Tribunal de Justiça (STJ) devido a suspeitas de envolvimento em um esquema de venda de sentenças, três servidores continuam recebendo salários elevados, chegando a R$ 36 mil mensais. A Polícia Federal investiga a participação dos funcionários na Operação Sisamnes, que apura possíveis interferências em decisões judiciais mediante pagamento.
Dois desses servidores foram afastados por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) ainda em novembro de 2024, mas seguem na folha de pagamento do tribunal. Um terceiro funcionário, embora tenha perdido um cargo comissionado, permanece recebendo a remuneração correspondente ao seu posto efetivo. Todos respondem a processos administrativos dentro do STJ, que ainda não chegaram a uma conclusão.
O tribunal justificou que os pagamentos continuam porque os investigados ainda ocupam cargos efetivos e os afastamentos preventivos são remunerados, conforme prevê a legislação vigente. A suspensão dos vencimentos só ocorre em casos de demissão definitiva, o que dependerá do desfecho dos processos administrativos instaurados.
Além da perda temporária de suas funções, os servidores enfrentam outras restrições, como a proibição de acessar as dependências e sistemas do STJ. Eles também tiveram bens bloqueados como parte das medidas cautelares da investigação, que busca apurar a suposta cobrança de valores para influenciar decisões judiciais.