
A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o ex-ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida, responda a uma queixa-crime apresentada pela organização Me Too Brasil. A entidade o acusa de difamação em decorrência de declarações feitas em nota oficial do Ministério dos Direitos Humanos (MDH).
O caso tem relação com as acusações de assédio e importunação sexual feitas por diversas mulheres contra Almeida, incluindo a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco. Após a divulgação das denúncias, o MDH publicou nota acusando a Me Too Brasil e sua advogada, Marina Ganzarolli, de tentar interferir em licitações do Disque 100, canal do governo para denúncias de violações aos direitos humanos.
A Me Too Brasil e Ganzarolli apresentaram duas queixas-crime ao STF, acusando Almeida de difamação por imputar falsamente a elas a prática de crimes como fraude em licitação, sem apresentar provas. A ministra Cármen Lúcia determinou que Almeida seja notificado para apresentar sua defesa no prazo de 15 dias.
Almeida nega as acusações de assédio e difamação, alegando ser vítima de perseguição política. Ele também responde a um inquérito no STF, conduzido pela Polícia Federal (PF), que apura as acusações de abuso moral e sexual.