
As novas tarifas de 25% anunciadas por Donald Trump sobre carros importados para os Estados Unidos geram preocupação no mercado automotivo brasileiro. Embora o Brasil exporte poucos automóveis para os EUA, a medida pode desencadear um desvio de comércio, com carros que não forem para os EUA buscando outros destinos, incluindo o Brasil.
A medida de Trump, que entra em vigor em 3 de abril, visa principalmente a China, mas representa uma escalada na guerra comercial global, afetando o mercado internacionalmente. A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) vê a medida como um incentivo ao dumping e subsídios, e pressiona o governo brasileiro a aumentar os impostos sobre carros chineses.
O governo brasileiro, por sua vez, reconhece o potencial dano da medida americana e avalia possíveis reações. A chinesa BYD, antecipando-se, já solicitou redução de impostos no Brasil, buscando contrabalançar as possíveis medidas protecionistas.
Além disso, a Anfavea planeja abrir processos antidumping contra os chineses, aproveitando o prazo final de 31 de março para novos pedidos. O governo brasileiro espera um aumento significativo nesses processos, diante do tarifaço e das políticas protecionistas de Trump.