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TJ do Piauí mantém tornozeleira de empresário Marcus Vinícius por suposta ligação a facção

A desembargadora Maria do Rosário, do Tribunal de Justiça do Piauí (TJPI), negou o pedido da defesa do empresário Marcus Vinícius, dono da Marvin Veículos, para retirada da tornozeleira eletrônica. A decisão foi proferida no dia (09/01) e mantém a medida cautelar imposta no âmbito de uma investigação que apura suposta ligação do empresário com …

A desembargadora Maria do Rosário, do Tribunal de Justiça do Piauí (TJPI), negou o pedido da defesa do empresário Marcus Vinícius, dono da Marvin Veículos, para retirada da tornozeleira eletrônica. A decisão foi proferida no dia (09/01) e mantém a medida cautelar imposta no âmbito de uma investigação que apura suposta ligação do empresário com a facção criminosa.No habeas corpus, os advogados alegaram constrangimento ilegal, excesso de prazo na reavaliação da cautelar e ausência de fundamentos que justificassem o monitoramento eletrônico. No entanto, a magistrada entendeu que o simples decurso do prazo de 90 dias não gera revogação automática da medida, especialmente por se tratar de um processo complexo, com mais de 30 investigados, múltiplas defesas e diligências em andamento. Para ela, não ficou comprovada ilegalidade que justificasse a suspensão da tornozeleira.Marcus Vinícius foi denunciado pelo Ministério Público do Piauí em outubro de 2025, junto com outras 16 pessoas, por suspeita de participação em um esquema de lavagem de dinheiro ligado a facção criminosa. Segundo a denúncia, ele teria ligação direta com Valdeci da Silva, o Brizola, apontado como liderança da facção na zona norte de Teresina. As investigações também identificaram boletins de ocorrência por estelionato e movimentações financeiras consideradas suspeitas, que somam cerca de R$ 782 mil.