O Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI), por meio do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Infância e Juventude (Caodij), em parceria com o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Teresina (CMDCAT), realizou, na terça-feira (27), a 2ª reunião extraordinária de 2026 para discutir a situação de crianças e adolescentes indígenas residentes na capital. O encontro ocorreu no auditório da Sede Leste do MPPI e foi conduzido pelo presidente do CMDCAT, Djan Moreira.
Durante a reunião, integrantes da rede de proteção à criança e ao adolescente de Teresina debateram as condições de vulnerabilidade enfrentadas pela comunidade indígena Warao, como precariedade de moradia, dificuldades de acesso à saúde, desemprego, questões territoriais e desafios na área da educação. Originária da Venezuela, a comunidade Warao migrou para o Piauí há cerca de sete anos em decorrência das crises econômicas vivenciadas no país de origem.
Demontie Venuto, representante da Comunidade Terapêutica Fazenda da Paz, destacou a importância da construção de protocolos específicos e adaptados à realidade sociocultural dos Warao. Segundo ele, a compreensão do contexto vivido pela comunidade é essencial para o fortalecimento do trabalho conjunto entre instituições e população indígena, possibilitando a cobrança efetiva do poder público. Ele também alertou que quase a totalidade das crianças e adolescentes acolhidos apresenta problemas bucais, relacionados à má alimentação.






