A Justiça manteve a prisão temporária de Layla Lima, delegada de polícia recém-empossada, após audiência de custódia realizada neste sábado (17/01). Ela foi presa sob suspeita de integrar organização criminosa e permanecerá custodiada enquanto avançam as investigações sobre possível envolvimento em crimes relacionados ao tráfico de drogas e à associação criminosa.
Layla foi detida na sexta-feira (16/01) juntamente com o companheiro, Jardel Neto Pereira da Cruz, conhecido como Dedel, apontado pelas autoridades como uma das lideranças da facção investigada na região Norte do país. Conforme as apurações, mesmo após a posse no cargo e o início das atividades na Academia de Polícia, a delegada teria mantido vínculos com integrantes de organizações criminosas e praticado condutas consideradas incompatíveis com a função pública.
A prisão ocorreu no âmbito da Operação Serpens, coordenada pelo Ministério Público de São Paulo, com apoio de órgãos de controle e forças de investigação do Pará. A ação cumpriu mandados de busca e apreensão em dois estados e resultou na detenção do casal em uma pensão. A prisão temporária foi fixada em 30 dias, podendo ser prorrogada, enquanto o Ministério Público reúne elementos probatórios sobre o suposto envolvimento da investigada com a facção e com esquemas de lavagem de dinheiro.











