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Pesquisas de opinião sobre temas sociais ainda são pouco exploradas no Piauí, avalia Batista Teles

O pesquisador destaca que, diferentemente do que ocorre em âmbito nacional e internacional — onde institutos frequentemente medem a percepção da população sobre fatos políticos e sociais relevantes

Apesar da ampla utilização de pesquisas eleitorais no Piauí, levantamentos voltados à aferição da opinião pública sobre temas sociais, políticos e do cotidiano ainda são pouco frequentes no estado. A avaliação é do fundador do Instituto Amostragem, Batista Teles, que aponta uma lacuna na produção de estudos que vão além do cenário eleitoral e das pesquisas de mercado.

Segundo Batista, o próprio Instituto Amostragem já realizou, em diferentes momentos, pesquisas com esse perfil, abordando temas como ideologia política da população de Teresina, aborto, violência e outros assuntos em evidência no debate público. No entanto, esse tipo de levantamento depende, em grande parte, da demanda da imprensa. “Eu até gostaria de fazer mais pesquisas desse tipo, mas, sem encomenda, o autofinanciamento não compensa”, explica.

O pesquisador destaca que, diferentemente do que ocorre em âmbito nacional e internacional — onde institutos frequentemente medem a percepção da população sobre fatos políticos e sociais relevantes —, no Piauí esse tipo de iniciativa ainda é restrita. Para ele, veículos de comunicação e institutos ligados a plataformas midiáticas poderiam ampliar esse campo de atuação. “Seria importante levantar a opinião pública sobre temas relevantes que surgem no cotidiano e manter a sociedade informada”, defende

Batista Teles observa ainda que, atualmente, a maior parte das pesquisas não eleitorais realizadas pelo Instituto está concentrada no setor de mercado, cujos resultados são sigilosos, enquanto as pesquisas eleitorais seguem sendo as mais divulgadas, conforme a conveniência dos contratantes. “Há espaço e necessidade para mais pesquisas de opinião pública no estado”, conclui.