Ao esclarecer uma dúvida comum do público, o fundador do Instituto Amostragem, Batista Teles, destacou que a principal diferença entre uma enquete informal e uma pesquisa científica está no planejamento metodológico e no uso das técnicas da estatística. Segundo ele, pesquisas de opinião não se baseiam em perguntas feitas “de boca em boca”, mas em um processo estruturado, definido previamente e executado com critérios técnicos rigorosos.
Batista Teles explica que toda pesquisa começa pela definição do público-alvo. Em levantamentos eleitorais, por exemplo, o universo pesquisado são exclusivamente os eleitores. A partir daí, entra em cena um dos pilares da estatística: a amostragem. Como não é possível entrevistar toda a população, seleciona-se uma parte representativa desse conjunto, chamada amostra, capaz de refletir o comportamento do todo dentro de uma margem de erro e de um nível de confiança previamente estabelecidos.
O estatístico ressalta que o tamanho da amostra, por si só, não garante representatividade. O mais importante é sua estrutura interna, que deve reproduzir proporcionalmente as características sociodemográficas da população, como sexo, idade, escolaridade, renda, localização geográfica, zona urbana e rural, além das divisões regionais do estado. “A amostra é uma miniatura da população”, resume
Outro ponto essencial destacado é a forma de seleção dessa amostra. Batista Teles explica que existem dois grandes tipos de amostragem: a probabilística, baseada em sorteio — que pode envolver a escolha aleatória de municípios, bairros, ruas, domicílios e entrevistados —, e a não probabilística, como a amostragem por cotas, amplamente utilizada pelos grandes institutos por ser mais rápida, viável e econômica. Nesse modelo, os entrevistadores buscam pessoas que preencham características previamente definidas, até completar as cotas estabelecidas.
Além disso, o fundador do Instituto Amostragem enfatiza que a entrevista também segue critérios técnicos. As perguntas são organizadas em questionários estruturados, aplicados de forma padronizada, o que garante consistência e comparabilidade dos dados. Para ele, é justamente a soma desses fatores — planejamento, amostragem adequada, seleção criteriosa dos entrevistados e questionários bem construídos — que diferencia uma pesquisa científica de uma simples enquete informal





