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Justiça nega saída de advogados de técnico preso por mortes na UTI

A Justiça do Distrito Federal negou, nesta quarta-feira (28/01), o pedido de renúncia dos advogados que atuam na defesa do técnico de enfermagem Marcos Vinícius da Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos, preso sob suspeita de envolvimento na morte de pacientes internados na UTI do Hospital Anchieta, em Taguatinga. A decisão mantém Marcus Eduardo …

A Justiça do Distrito Federal negou, nesta quarta-feira (28/01), o pedido de renúncia dos advogados que atuam na defesa do técnico de enfermagem Marcos Vinícius da Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos, preso sob suspeita de envolvimento na morte de pacientes internados na UTI do Hospital Anchieta, em Taguatinga. A decisão mantém Marcus Eduardo Miranda Martins e Gabrielle Vieira Santana no caso até que sejam cumpridas as exigências legais para eventual substituição da defesa.Ao analisar o pedido, a magistrada destacou que os advogados não comprovaram ter comunicado formalmente o investigado sobre a intenção de deixar o processo, como determina o artigo 112 do Código de Processo Civil. Segundo a juíza, sem essa notificação, a renúncia não pode ser aceita, e os defensores devem continuar representando o acusado por pelo menos dez dias ou até a regularização do pedido.Marcos Vinícius está preso suspeito de cometer três homicídios na UTI do hospital. A unidade de saúde afirma que houve conduta intencional e criminosa, enquanto a defesa sustenta que não há condenação nem decisão judicial reconhecendo a prática dos crimes. O caso é investigado no âmbito da Operação Anúbis, que apura as circunstâncias das mortes e a possível participação de outras pessoas, além de analisar óbitos ocorridos durante plantões dos técnicos investigados.