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Instituto Amostragem acompanha avanço tecnológico e aposta em indicadores digitais após quatro décadas de atuação

A chegada dos primeiros computadores marcou uma virada importante. Ainda durante o período de reserva de mercado da informática no Brasil, o instituto adquiriu seu primeiro equipamento, que operava com disquetes e sem disco rígido. Com apoio de estudantes da Universidade Federal do Piauí, foram desenvolvidos programas próprios para tabulação dos dados, permitindo maior agilidade e padronização nos resultados.

Ao completar 40 anos de atuação, o Instituto Amostragem vivenciou profundas transformações tecnológicas que redefiniram a forma de produzir, analisar e entregar pesquisas de opinião no Piauí e no Brasil. O fundador do instituto, Batista Teles, relembra que o trabalho começou em um cenário de forte limitação tecnológica, quando o processamento de dados era manual e exigia tempo, precisão e domínio técnico da estatística.

Segundo ele, as primeiras pesquisas foram tabuladas manualmente, com contagem individual das respostas e organização dos dados em grandes tabelas elaboradas à mão. Após essa etapa, os resultados eram datilografados, organizados conforme normas estatísticas e encadernados antes de serem entregues aos clientes. “Era um processo totalmente artesanal, que exigia muito rigor técnico”, recorda.

A chegada dos primeiros computadores marcou uma virada importante. Ainda durante o período de reserva de mercado da informática no Brasil, o instituto adquiriu seu primeiro equipamento, que operava com disquetes e sem disco rígido. Com apoio de estudantes da Universidade Federal do Piauí, foram desenvolvidos programas próprios para tabulação dos dados, permitindo maior agilidade e padronização nos resultados.

Com o fim da reserva de mercado e a popularização dos computadores, a velocidade de processamento aumentou significativamente. O uso de discos rígidos, sistemas mais robustos e softwares especializados consolidou uma nova fase do instituto, acompanhando a evolução da informática até chegar às tecnologias atuais baseadas em dispositivos móveis.

Atualmente, as pesquisas são realizadas por meio de celulares e tablets, com acompanhamento em tempo real, uso de GPS, gravação das entrevistas e possibilidade de entrega de resultados parciais ao cliente durante o trabalho de campo. Essa inovação trouxe mais transparência e controle, embora também tenha ampliado a expectativa e a ansiedade em torno dos dados coletados.

Além disso, o Instituto Amostragem investe no desenvolvimento de novos indicadores, como o IPDI — Índice de Popularidade Digital, que busca medir o desempenho de pessoas públicas, marcas e instituições nas redes sociais. A ferramenta, ainda em fase de testes, representa mais um passo na adaptação do instituto às novas formas de manifestação da opinião pública no ambiente digital.