Sob o céu aberto do norte piauiense e ao som ancestral que ecoa da terra, teve início, nesta segunda-feira (16/03), a II Caravana do Tribunal de Justiça do Piauí (TJPI) – Edição Piripiri e Região. Mais do que um evento institucional, a Caravana se apresenta como um encontro de caminhos: o da Justiça que se desloca e o das comunidades que historicamente aguardam por maior presença, escuta e reconhecimento.
A abertura aconteceu em um cenário simbólico e profundamente significativo: o Museu Indígena Anízia Maria dos Povos Tabajara Apuio Itamaraty, localizado na comunidade Nazaré, zona rural de Lagoa de São Francisco. Reunindo desembargadores(as), magistrados(as), servidores(as) e instituições parceiras, o início da programação foi marcado por uma apresentação do Toré: ritual sagrado indígena que envolve canto, dança e espiritualidade, expressando identidade, respeito, conexão com a natureza e ancestralidade dos povos originários.
Em meio ao ritmo cadenciado do Toré, a solenidade foi oficialmente aberta pelo desembargador João Gabriel Furtado Baptista, representando o presidente do TJPI, desembargador Aderson Nogueira, que destacou a importância de aproximar o Judiciário das comunidades tradicionais: “A Justiça só se realiza plenamente quando é capaz de chegar onde o povo está, respeitando suas culturas, ouvindo suas vozes e reconhecendo suas histórias. Estar aqui hoje é reafirmar que o Judiciário pertence a todos e todas, e que as comunidades tradicionais são parte essencial dessa construção de cidadania”, afirmou.





