Ao tratar dos fundamentos que garantem a credibilidade das pesquisas de opinião, o estatístico Batista Teles destacou que a ética profissional é um dos principais elementos que distinguem um instituto sério de práticas amadoras ou fraudulentas, comuns sobretudo em períodos eleitorais. Segundo ele, além do rigor técnico, a observância a códigos éticos é indispensável para proteger o entrevistado, o contratante e a própria instituição responsável pelo levantamento.
De acordo com Batista Teles, institutos de pesquisa responsáveis seguem um Código de Ética que assegura direitos claros ao cliente, ao respondente e à empresa executora. Entre as condutas consideradas absolutamente antiéticas, ele aponta o repasse de endereços ou informações de entrevistados para campanhas eleitorais. “Fornecer dados de pessoas entrevistadas para que candidatos vão pedir votos é uma prática desonesta, que não pertence ao universo dos institutos sérios”, afirma.
O fundador do Instituto Amostragem ressalta que pesquisas legítimas preservam rigorosamente o anonimato dos entrevistados e o sigilo das informações coletadas. Os resultados pertencem exclusivamente ao contratante e não podem ser compartilhados, reutilizados ou comercializados com terceiros sem autorização. Também é vedada a prática de vender partes de um mesmo levantamento para clientes diferentes ou reaproveitar pesquisas com finalidades distintas, o que compromete a integridade do trabalho.
Outro aspecto destacado é o controle de qualidade. Segundo Batista Teles, normas internacionais e entidades do setor exigem a checagem de pelo menos 20% dos questionários aplicados, com recontato aos entrevistados para confirmar a realização da entrevista e a correção das informações coletadas. Esse procedimento garante confiabilidade ao trabalho de campo e fortalece a transparência dos resultados.




