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Credibilidade é principal patrimônio do Instituto Amostragem, destaca Batista Teles

Segundo ele, a credibilidade não é um discurso, mas uma prática cotidiana sustentada pela seriedade no relacionamento com os clientes e pelo respeito aos critérios científicos.

Em um cenário marcado pela polarização política e por questionamentos recorrentes sobre pesquisas eleitorais, a credibilidade segue sendo o principal ativo do Instituto Amostragem. Ao refletir sobre os 40 anos de atuação da instituição, Batista Teles afirma que a confiança construída ao longo de décadas resulta de um trabalho técnico, rigoroso e comprometido com os princípios da estatística e da ética profissional.

Segundo ele, a credibilidade não é um discurso, mas uma prática cotidiana sustentada pela seriedade no relacionamento com os clientes e pelo respeito aos critérios científicos. O fundador destaca que o instituto mantém diálogo com diferentes espectros políticos, ouvindo situações, oposições, vencedores e derrotados, sem direcionamento ou interferência nos resultados. “A pesquisa eleitoral mexe com o emocional dos candidatos, e quando o resultado não corresponde às expectativas, a reação mais comum é tentar descredibilizar o instituto”, observa.

Batista Teles ressalta que, em períodos eleitorais, críticas e pressões fazem parte do processo, mas não alteram a metodologia adotada. Para ele, preservar a credibilidade exige rigor técnico, desde a definição adequada do tamanho da amostra até o acompanhamento criterioso do trabalho de campo, considerado uma das etapas mais sensíveis da pesquisa. A supervisão dos pesquisadores e a verificação da coleta correta dos dados são apontadas como fundamentais para a qualidade dos resultados.

Outro ponto destacado é a interpretação equivocada do papel das pesquisas eleitorais. De acordo com Batista Teles, levantamentos de opinião não devem ser tratados como previsões definitivas do resultado das eleições, mas como registros de tendências em um determinado momento. Ele explica que a pesquisa é uma ferramenta estratégica para planejamento e monitoramento de campanhas, mas seu uso como peça publicitária pode gerar distorções na percepção do eleitorado.

“O papel da pesquisa é orientar decisões, não fabricar resultados”, resume. Para o fundador do Instituto Amostragem, compreender essa distinção é essencial para o fortalecimento da cultura democrática e para a manutenção da confiança pública nas pesquisas de opinião.