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Toffoli explica por que o caso do Banco Master segue no STF até o fim das investigações

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O gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, divulgou uma nota nesta quinta-feira (29/01) detalhando os motivos pelos quais o processo que investiga supostas irregularidades no Banco Master permanece sob a responsabilidade da Corte e não voltou imediatamente à primeira instância da Justiça Federal. Segundo o comunicado, a decisão de manter o inquérito no STF tem como objetivo evitar questionamentos futuros sobre competência e possíveis nulidades processuais.De acordo com a nota, o caso será encaminhado à Justiça Federal apenas após a conclusão das investigações conduzidas pela Polícia Federal (PF). A estratégia, segundo o gabinete, é assegurar que não haja “nulidades em razão da não observância do foro por prerrogativa de função ou de violação da ampla defesa e do devido processo legal”. Além disso, a nota afirma que todas as diligências seguem em andamento com os sigilos necessários para não comprometer a apuração dos fatos.O comunicado também relata o histórico recente do processo: Toffoli foi sorteado relator da chamada Operação Compliance Zero em 28 de novembro de 2025, e poucos dias depois determinou, em caráter liminar, a remessa dos autos ao STF, mantendo e validando as medidas cautelares e o sigilo já decretados anteriormente. Em dezembro, o ministro também ordenou diligências consideradas urgentes, como a oitiva de investigados e dirigentes do Banco Central, com foco na proteção do sistema financeiro nacional.

Foto: STF