Nota | Internacional

Trump intensifica ataques ao Judiciário e a advogados opositores

A medida também revoga as credenciais de segurança dos advogados da firma, impedindo seu acesso a instalações federais e documentos sigilosos.

Foto: Reprodução.

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou seus ataques ao Judiciário e a advogados que atuam em casos contrários aos interesses de seu governo. Recentemente, Trump assinou uma ordem executiva que proíbe o governo Federal de contratar o escritório de advocacia Perkins Coie, que representou a campanha de Hillary Clinton em 2016. Além disso, ele criticou e pediu a destituição de um juiz Federal que barrou a deportação de imigrantes venezuelanos.

As medidas tomadas por Trump são vistas como uma estratégia de retaliação contra advogados e juízes que tomam decisões desfavoráveis ao seu governo. A American Bar Association (ABA), entidade que regula a atuação da advocacia nos EUA, expressou preocupação com as ações da Casa Branca, alertando que elas colocam em risco a independência do sistema judicial.

A ordem executiva assinada por Trump proíbe órgãos federais de manter contratos com o Perkins Coie, alegando que a atuação do escritório teria prejudicado o governo. A medida também revoga as credenciais de segurança dos advogados da firma, impedindo seu acesso a instalações federais e documentos sigilosos. Além do Perkins Coie, outro grande escritório de advocacia, a Covington & Burling, também foi alvo de retaliação.

Paralelamente ao embate com advogados, Trump atacou publicamente o juiz Federal James Boasberg, que suspendeu a deportação de imigrantes venezuelanos. Trump chamou o juiz de “lunático radical de esquerda” e sugeriu sua destituição. O presidente da Suprema Corte dos EUA, John Roberts, defendeu a independência do Judiciário e criticou a retórica de Trump.