
A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil causou polêmica ao anunciar uma mudança drástica em sua política de contratações: empresas que ostentam programas de diversidade e inclusão (DEI/DEIA) não serão mais elegíveis para fechar negócios com a representação diplomática americana em Brasília. A informação, divulgada pelo jornal Valor Econômico, revela um alinhamento com diretrizes recentes emanadas de Washington, que visam restringir o apoio a iniciativas voltadas à equidade e inclusão no ambiente corporativo.
A nova orientação da Embaixada americana no Brasil reflete um movimento mais amplo do governo dos Estados Unidos, que está revisando seus contratos e concessões em nível global para garantir a conformidade com ordens executivas da Casa Branca. O foco central dessas diretrizes é a Ordem Executiva 14.173, intitulada “Fim da Discriminação Ilegal e Restauração de Oportunidades Baseadas no Mérito”. Em sua essência, essa ordem busca desvincular as decisões de contratação de critérios relacionados à diversidade, priorizando o mérito individual como fator determinante.
Em comunicado oficial enviado ao jornal, a Embaixada dos EUA confirmou a adequação de seus contratos com empresas locais às novas diretrizes. A representação diplomática esclareceu que contratados e beneficiários estão sendo solicitados a apresentar uma certificação de conformidade com a Ordem Executiva 14.173. Essa medida visa assegurar que os parceiros comerciais da Embaixada estejam alinhados com a nova visão de Washington, que enfatiza a meritocracia em detrimento de políticas de diversidade.
É importante ressaltar que a aplicação dessa ordem executiva possui um escopo delimitado, restringindo-se a empresas americanas com atuação no Brasil ou a empresas brasileiras sob a gestão de executivos americanos ou com quadro de funcionários composto por cidadãos americanos. Essa limitação indica que a nova política de contratações da Embaixada dos EUA não se aplica indistintamente a todas as empresas que operam no mercado brasileiro, mas sim àquelas com laços diretos com os Estados Unidos.
Além da Embaixada em Brasília, os Estados Unidos mantêm uma extensa rede de representações diplomáticas no Brasil, incluindo consulados em Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo, bem como uma representação diplomática em Belo Horizonte. A implementação dessa nova política de contratações pela Embaixada na capital federal levanta questionamentos sobre a possibilidade de uma futura extensão dessas diretrizes às demais representações americanas no país, o que poderia ter um impacto ainda maior no cenário empresarial brasileiro e nas iniciativas de diversidade e inclusão.
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