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Operação Anúbis: Justiça mantém presa técnica de enfermagem suspeita de homicídios em UTI

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A Justiça do Distrito Federal decidiu manter a prisão preventiva da técnica de enfermagem Amanda Rodrigues de Sousa, de 28 anos, investigada por suposto envolvimento na morte de três pacientes internados em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular. O juízo rejeitou tanto o pedido de liberdade provisória quanto a solicitação de substituição da custódia por prisão domiciliar.

Na decisão, o magistrado afastou a alegação de cerceamento de defesa e ressaltou a gravidade das condutas apuradas. Conforme os elementos reunidos na investigação, há indícios de que os pacientes teriam recebido substâncias não prescritas pela equipe médica, circunstância que teria contribuído diretamente para os óbitos registrados. Diante desse contexto, a Justiça entendeu que permanecem presentes os requisitos legais para a manutenção da prisão, inclusive para assegurar a regular condução das investigações.

O caso integra a chamada Operação Anúbis, deflagrada para apurar a possível atuação de técnicos de enfermagem na prática de homicídios dolosos qualificados no ambiente hospitalar. Além de Amanda Rodrigues, outros dois profissionais foram presos no curso da apuração. A Polícia Civil prossegue com a análise de provas, oitivas de testemunhas e demais diligências, com o objetivo de esclarecer a dinâmica dos fatos, eventuais motivações e a existência de outros envolvidos.

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