ARTIGO | Geral

Entre lealdade e discrição, Pedro Rocha vira aposta silenciosa no Karnak

As peças do tabuleiro político no Palácio de Karnak voltaram a se mover. Após desistências em sequência dos principais nomes cogitados, o debate sobre quem ocupará a vice de Rafael Fonteles em 2026 entrou em uma nova fase. E, como manda a regra não escrita da política, espaços vazios não duram muito tempo. Quem surge …

As peças do tabuleiro político no Palácio de Karnak voltaram a se mover. Após desistências em sequência dos principais nomes cogitados, o debate sobre quem ocupará a vice de Rafael Fonteles em 2026 entrou em uma nova fase. E, como manda a regra não escrita da política, espaços vazios não duram muito tempo. Quem surge agora no radar é Pedro Rocha, atual secretário-chefe do Gabinete do Governador. Nos bastidores, seu nome aparece como um possível “balão de ensaio”, mas talvez já esteja mais próximo de um voo planejado e sustentado pela confiança interna.

Pedro Rocha não é uma indicação vinda de fora, tampouco um político sedento por holofotes. Ele nasce do próprio sistema governista, da engrenagem fina que mantém o Karnak funcionando. Considerado um “Rafaboy” de primeira hora, reúne qualidades pouco comuns: lealdade, descrição, capacidade técnica e habilidade política na medida certa. É justamente ele quem organiza e regula o fluxo interno de poder e define quem chega — e como chega — até o governador. Em outras palavras, é um pilar fundamental da estabilidade da gestão.

O nome de Pedro Rocha ganha destaque após as negativas públicas de três nomes fortes e com grande densidade política: Antonio Luiz, da Saúde; Washington Bandeira, da Educação; e Chico Lucas, da Segurança. Em declarações firmes e respeitosas, todos sinalizaram seu compromisso com a continuidade administrativa, reforçando o tom da gestão: mais foco em resultados do que em eleições. Pelo menos por enquanto.

É nesse ambiente que Pedro Rocha aparece não como imposição, mas como reflexo natural de um momento do governo. Seu perfil agrega confiança, continuidade e discrição — traços que podem ser mais valiosos, hoje, do que a simples força eleitoral. Afinal, a prioridade do grupo político de Rafael Fonteles parece ser a consolidação da sua imagem como gestor eficiente, e não apenas como um candidato em campanha.

Há quem reduza Pedro Rocha a um técnico fiel. Mas, talvez, seja justamente essa sua maior qualidade: alguém que contribua sem disputar protagonismo, que fortaleça sem dividir e que mantenha os bastidores funcionando enquanto o titular colhe os frutos da visibilidade.

Embora outros nomes, como Marcelo Nolleto e Leonardo Sobral, ainda sejam lembrados, nenhum deles parece reunir o mesmo equilíbrio entre discrição e capilaridade administrativa que Pedro Rocha apresenta hoje.

Se essa escolha vai se concretizar, ainda é cedo para afirmar. Mas a simples circulação do seu nome já sinaliza uma opção por um tipo de liderança silenciosa, discreta e, talvez por isso mesmo, mais eficaz. E esse pode ser exatamente o perfil que Rafael Fonteles está buscando neste momento.