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Conselheiro Ulisses Rabaneda apresenta balanço do primeiro ano no CNJ

Entre os temas de destaque do primeiro ano de mandato está a atuação em defesa das prerrogativas profissionais das advogadas e dos advogados. O relatório menciona manifestações em processos relacionados à participação da advocacia em procedimentos realizados nos Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSCs), além de casos que discutem o respeito institucional à advocacia durante audiências e na relação com magistrados.

O conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e representante da advocacia no órgão, Ulisses Rabaneda, apresentou nesta segunda-feira (09/03), em sessão do Conselho Pleno, o balanço do primeiro ano de mandato. O relatório registra 779 participações em julgamentos e 206 decisões proferidas entre fevereiro de 2025 e fevereiro de 2026, além de iniciativas voltadas ao fortalecimento do sistema de Justiça e à defesa das prerrogativas da advocacia.

Ao apresentar o balanço, Rabaneda afirmou que a presença da advocacia no CNJ é fundamental para preservar o equilíbrio institucional e assegurar o respeito às garantias do processo. “A advocacia é elemento estruturante do Estado Democrático de Direito. O exercício profissional com liberdade, previsibilidade e segurança jurídica não constitui privilégio corporativo, mas garantia institucional indispensável ao devido processo legal e à proteção dos direitos fundamentais do cidadão”, disse.

Além das participações em julgamentos, relatório também registra a prolação de 206 decisões, sendo 26 liminares e 180 terminativas. No período, também foram baixados 142 processos, o que reduziu o acervo do gabinete para 61 casos em tramitação no sistema eletrônico.

Parte desse volume decorreu da compensação de processos distribuídos após o período em que a vaga destinada à advocacia no CNJ permaneceu aberta enquanto aguardava sabatina no Senado Federal. Ainda assim, o gabinete manteve ritmo elevado na tramitação e no julgamento dos casos.

Entre os temas de destaque do primeiro ano de mandato está a atuação em defesa das prerrogativas profissionais das advogadas e dos advogados. O relatório menciona manifestações em processos relacionados à participação da advocacia em procedimentos realizados nos Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSCs), além de casos que discutem o respeito institucional à advocacia durante audiências e na relação com magistrados.

Também houve iniciativas voltadas à proteção da sociedade contra fraudes. Nesse contexto, o conselheiro integrou grupo de trabalho dedicado ao enfrentamento do chamado “golpe do falso advogado”, prática que utiliza dados processuais para aplicar golpes em cidadãos.

Para o segundo ano de mandato, o conselheiro aponta como prioridades a defesa das prerrogativas da advocacia, o fortalecimento do diálogo entre os atores do sistema de Justiça e o aprimoramento da gestão judiciária.

“Fortalecer a Justiça é servir, acima de tudo, à sociedade brasileira”, afirmou Rabaneda.

Segundo o relatório, a atuação institucional continuará voltada à garantia do direito à sustentação oral, ao acesso de advogados aos magistrados e ao respeito entre os profissionais que integram o sistema de Justiça.