
Em um movimento inesperado, o ex-presidente Jair Bolsonaro compareceu pessoalmente ao Supremo Tribunal Federal (STF) para acompanhar o início da sessão que analisa a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra ele e outras sete pessoas. A presença de Bolsonaro, que nega as acusações, gerou surpresa e atenção no tribunal, onde ele chegou acompanhado de assessores e aliados políticos.
A denúncia da PGR acusa Bolsonaro de integrar o “núcleo crucial” de um grupo que teria planejado e articulado uma tentativa de ruptura institucional, com o objetivo de impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo a PGR, há evidências de reuniões, documentos e manifestações públicas que indicariam uma tentativa de subverter o resultado das eleições.
O julgamento teve início com a leitura do relatório do caso, seguida pelas sustentações orais das partes. Após essa etapa, os ministros da 1ª Turma do STF decidirão se aceitam ou não a denúncia. Caso a denúncia seja aceita, Bolsonaro e os demais acusados se tornarão réus em um processo criminal perante o STF.
A presença de Bolsonaro no julgamento adiciona um elemento dramático ao caso, que já é de grande importância política e jurídica. A decisão do STF terá implicações significativas para o ex-presidente e para o cenário político brasileiro.