Mensagens trocadas em grupos internos de juízes federais revelaram forte descontentamento com a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, que determinou a suspensão de benefícios considerados acima do teto salarial do funcionalismo público. A medida também proibiu a criação de novos pagamentos dessa natureza, o que gerou críticas e debates acalorados entre integrantes da magistratura.
Nos diálogos, alguns magistrados avaliaram que a iniciativa teria sido feita com o objetivo de provocar a categoria. Em uma das mensagens, um deles afirmou que a decisão “foi para sacanear”, sugerindo que a ação teria sido motivada por disputas institucionais. O conteúdo indica ainda que parte dos juízes discute possíveis formas de reação e demonstra preocupação com o impacto financeiro e político da determinação.
A decisão de Dino estabeleceu prazo para que órgãos dos três Poderes revisem verbas indenizatórias, como auxílios e gratificações, suspendendo aquelas sem previsão legal. O ministro defendeu que muitos desses benefícios funcionam, na prática, como complemento salarial para ultrapassar o limite constitucional de remuneração, conhecido como teto do funcionalismo. Segundo ele, a proliferação dessas parcelas gera supersalários e compromete a transparência dos gastos públicos.









